Saúde

Pressão alta e pressão baixa: entenda as causas e aprenda a identificar os sintomas

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Hipertensão ou hipotensão? A alteração da pressão arterial tanto para mais, quanto para menos, pode causar sintomas em quem a tem. Durante o dia, é normal que os níveis pressóricos variem, dependendo da atividade que se exerça. Mas a mudança brusca desses índices pode fazer com que você se sinta mal, e, por isso, identificar o que está acontecendo é muito importante.

É consenso entre cardiologistas que a pressão ideal para que o organismo funcione bem é 120 x 80 mmHg, a conhecida 12 x 8. Se ela estiver muito abaixo ou muito acima desse nível, um sinal de alerta deve ser acionado, principalmente se não houver sintomas. Por isso, aferir a pressão com regularidade é uma boa forma de controlar os níveis pressóricos.

Mas e se tiver sintoma? Você sabe distinguir pressão alta e pressão baixa? Continue a leitura e entenda mais sobre o assunto.

Pressão alta e pressão baixa: entenda os números

A pressão arterial é a medida da intensidade do fluxo de sangue que passa pelas artérias. Este valor de referência é medido por milímetros de mercúrio, que é o mmHg, que aparece sempre após os números, e é composto por duas medidas: a sistólica e a diastólica.

É chamada de sistólica a pressão máxima, ou seja, o primeiro algarismo da medida. Ela é a medida da pressão do sangue no momento em que o coração se contrai, impulsionando o sangue para as artérias, ou seja, faz a sístole cardíaca. Já a diastólica, ou pressão mínima, é a hora em que o coração volta a se encher de sangue, para retomar o processo de circulação.

Para que a pressão arterial seja considerada baixa, a sistólica – ou pressão máxima – deve ser igual ou menor que 90 mmHg. Exemplo: 90 x 60 mmHg, ou 9 x 6, em uma leitura popular. Já os níveis para defini-la como alta precisam estar acima de 140 (pressão máxima) por 80 mmHg (pressão mínima), ou seja, 14 x 8.

Como descobrir se a pressão está baixa ou alta

Antes de tudo, é preciso conhecer os seus níveis pressóricos. O organismo se adapta a muitas situações, o que faz com que nem sempre os sintomas da pressão alta e da pressão baixa apareçam. Por isso, consultar-se regularmente com um médico é essencial.

Durante a consulta, ele vai medir a sua pressão e avaliar se está normal. Caso esteja tudo em ordem, ok. Você só vai precisar medi-la de vez em quando ou quando sentir algum desconforto. Se estiver alterada, ele fará uma avaliação e indicará os exames e medicamentos para o controle, se necessário.

Sintomas da pressão alta

Identificar a pressão alta, no dia a dia, nem sempre é uma tarefa fácil. Na maioria das vezes, ela só mostra sintomas quando os níveis já estão muito elevados. Por isso, caso desconfie que a sua pressão esteja alta, procure uma farmácia ou posto de saúde e meça. Nunca se automedique ou aceite indicações de pessoas que não sejam médicas!

Os principais sintomas são:

Enjoo, dores de cabeça e na nuca, sonolência, zumbido no ouvido, visão dupla, pequenos pontos de sangue nos olhos, incômodo para respirar e coração acelerado.

Não é preciso sentir todos antes de medir a pressão. Um ou mais sintomas já são um sinal de alerta.

O que fazer em caso de pressão alta

Se você não tem histórico e está com um ou mais dos sintomas, meça a sua pressão. Confirmada a alteração, procure um médico imediatamente. Já para pessoas com histórico de hipertensão, é aconselhado tomar a medicação indicada pelo médico e repousar por uma hora. Caso a pressão continue acima de 14 por 8, procure um hospital.

A pressão alta é uma das responsáveis por insuficiência cardíaca, AVC, insuficiência renal e perda da visão.

O que pode causá-la

A pressão alta é, na maioria dos casos, um fator hereditário. Por isso, se os seus pais são ou foram hipertensos, a chance de que você seja é muito alta. Mas o consumo de bebidas alcoólicas, a obesidade, o consumo excessivo de sal, o sedentarismo e o envelhecimento também são fatores que contribuem para o aumento da pressão.

Apesar do fator idade contribuir para a hipertensão, nada impede que jovens a tenham. Por isso, é preciso atenção.

Erro comum

Muito hipertensos acreditam que se a pressão arterial estiver normal, entre 10 x 6 mmHg e 13 x 8 mmHg, não é preciso tomar a medicação. Engano! A medicação prescrita pelo médico é para manter a pressão arterial regular, e, se ela está entre os níveis considerados normais, é sinal de que o remédio está fazendo efeito.

Caso você não tome, ela pode subir rapidamente. Por isso, nunca pule doses ou pare de tomar os remédios sem o consentimento do seu médico. Pressão alta é coisa séria.

Pressão baixa: quais os sintomas

A pressão baixa pode causar tontura, alterações visuais, cansaço, sensação de desmaio, sensação de cabeça pesada e dor de cabeça, sonolência, enjoo, boca seca, palidez, frio e dificuldade de concentração. Geralmente, vários dos sintomas aparecem ao mesmo tempo. Isso porque, quando a pressão está baixa, o corpo não recebe o oxigênio e os nutrientes de forma satisfatória.

Ao identificar os sintomas, medir a pressão arterial é o primeiro passo.

Como agir em caso de pressão baixa

Depois de medir a pressão, se ela estiver baixa, sente-se e coloque a cabeça no meio das pernas ou, se preferir, deite-se com as pernas em uma elevação maior do que a da cabeça. Tome um suco de laranja que, por ser rico em potássio, ajuda a subir os níveis pressóricos. Caso não tenha laranja, coma alguma coisa feita com sal. Pode ser um pedaço de queijo, pão ou qualquer outro alimento salgado, e espere os sintomas passarem.

Quando procurar ajuda médica

Passados 15 minutos, meça novamente a pressão. Se mesmo seguindo as recomendações dadas anteriormente, a pressão não subir, procure um atendimento de urgência e emergência. E caso a situação aconteça mais de duas vezes, no período de um mês, é aconselhável procurar um médico, que indicará exames e, se necessário, entrará com medicação.

Causas da pressão baixa

Algumas condições clínicas podem diminuir a pressão arterial. Dentre elas estão gravidez, problemas cardíacos, como a bradicardia e a insuficiência cardíaca, distúrbios da tireoide, desidratação, anemia, diabetes e infecções. Dentre os fatores de risco da hipotensão também está o fator envelhecimento e o uso de medicamentos diuréticos.

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