Saúde

Conheça as cuidados essenciais com boca do bebê

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Para os pais, qualquer novidade que acontece com os filhos é sinônimo de felicidade. E quando vem o 1º dentinho, então? Quanta fofura pode existir naquele pontinho branco! Mas, além de se alegrar com a novidade, é preciso cuidar da saúde da boca, assim como se cuida do restante do corpo.

Os cuidados com a boca do bebê devem começar desde cedo, antes mesmo de aparecer o 1º dente. O hábito de higienizar as gengivas deve vir desde as primeiras semanas e se tornar uma rotina. Esse cuidado desde cedo, além de garantir a saúde bucal, faz com que a criança se acostume com o ritual e cresça sabendo da importância de se escovar os dentes.

E se engana quem pensa que os dentes de leite não precisam de atenção. São eles que contribuem, na primeira infância, para a mastigação e para a fala, além de abrirem espaço para os dentes permanentes. A falta de cuidado com a 1ª dentição pode acarretar problemas no presente e prejudicar a saúde dos posteriores.

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Os cuidados com a boca do bebê

Antes do nascimento dos dentes, a boca do bebê deve ser limpa com o auxílio de uma gaze ou de uma fraldinha de pano molhada em água filtrada. Enrolada em um dos dedos, os pais devem passá-la pela língua, gengivas e bochechas, fazendo movimentos circulares.

Quando o 1º dentinho ameaçar apontar, os cuidados com a boca do bebê não devem ser deixados de lado. Como as gengivas ficam bem sensíveis, é preciso fazer a higienização com mais delicadeza. Mas não se preocupe: isso não vai machucar as gengivas do bebê. Pelo contrário, pode até gerar um alívio.

O 1º dentinho

Quando o 1º dente rompe a gengiva, é hora iniciar a escovação. A fralda ou a gaze passam a ser substituídas pela escovinha, que deve ser comprada de acordo com a fase do bebê.

Geralmente, os primeiros dentinhos nascem na parte inferior da boca, quando o bebê está com aproximadamente 6 meses. Mas há crianças que nascem antes ou depois, sem nenhum problema. Deve-se apenas considerar o limite para o nascimento, que é até 1 ano e 6 meses.

Os sinais da dentição

Febre, diarreia, irritação, salivação abundante e dificuldade para comer. Embora a ciência não comprove que esses sintomas sejam causados pelo nascimento dos dentes, as queixas são comuns nessa fase. O bebê sempre fica mais “enjoadinho” e chora com mais frequência.

Diante de todos esses incômodos, em alguns casos, especialistas podem prescrever medicamentos de uso tópico. E, para aliviar a coceira nas gengivas, além da limpeza com a gaze e água filtrada, que já foi citada acima, o uso de mordedores pode ser um bom aliado.

O início da escovação

Escovar o 1º e único dentinho pode parecer um pouco complicado. Por isso, muitos pais escolhem limpar o dente ainda com a gaze ou fralda enrolada no dedo. Mas, no mercado, já existem produtos para facilitar esse processo.

A dedeira, que pode ser encontrada com facilidade em farmácias e em lojas especializadas, é uma boa opção. O único cuidado que se deve ter é com a higienização da peça, que deve esterilizada com frequência.

Quando for utilizar a escova, escolha uma com cerdas macias e cabeça pequena. Assim a escovação alcança todas as partes da boca. Na hora da compra, verifique a idade indicada na embalagem.

A quantidade de escovações

Os cuidados com a boca do bebê seguem as mesmas regras para a dos adultos. Deve-se escovar sempre após as refeições. Mas um detalhe é essencial: nunca se esqueça de escovar após a última mamada, mesmo se a criança já estiver adormecida. Isso evita a chamada cárie de peito ou de mamadeira.

É claro que nem sempre a criança está disposta a escovar os doentes. Mas tenha paciência. Quanto mais cedo se introduz a escovação, mais ela vai entender a sua necessidade. E, caso ela se negue a escovar, converse sobre a importância de um jeito que ela entenda, podendo utilizar até personagens lúdicos para tornar o momento mais atrativo.

A escovação independente

Dos 5 aos 7 anos, a limpeza deve ser feita em conjunto com os pais. Entre os 7 e 12 anos, os pais devem acompanhar apenas a última escovação, feita antes de dormir. Durante o sono, a produção de saliva — a responsável pela autolimpeza da boca — diminui.

Já o fio dental deve ser introduzido assim que os dentes fiquem mais próximos. Nem sempre a criança é capaz de passá-lo da forma correta sozinha. Por isso, o auxílio dos pais é essencial.

As visitas ao dentista

A 1ª visita ao dentista deve ser assim que o 1º dentinho nascer ou até o 1º ano de vida, seja qual das 2 situações acontecer antes. Depois, as consultas devem ocorrer a cada 6 meses ou sempre que tiver alguma intercorrência.

Observe sempre os dentes e veja se há manchas brancas. Isso pode indicar o início de uma cárie.

Já crescidinhas, o consultório odontológico pode assustar as crianças. Por isso, sempre converse sobre como vai ser a consulta e procure por profissionais especializados nos pequenos. Eles são bem preparados e sabem como transformar o momento mais agradável.

O cuidado com a dentição

Além da escovação e de visitas regulares ao dentista, é preciso cuidar da alimentação das crianças. Apesar de óbvia, nem sempre essa recomendação é seguida. É preciso dosar ao máximo a ingestão de açúcares, já que ele é o principal causador das cáries.

E, quando se fala em açúcar, não está se falando apenas daquele pozinho branco. É preciso atenção aos carboidratos, principalmente de produtos industrializados, como doces, sucos e refrigerantes. A frutose (açúcar encontrado nas frutas) também pode causar cáries.

O uso prolongado da mamadeira também pode provocar problemas na saúde bucal. Por isso, ofereça, a partir dos 6 meses de idade, bebidas em um copinho.

Os principais erros

Agora que você já conhece os cuidados com a saúde da boca do bebê e da criança, listamos alguns erros para você passar longe deles:

  • deixar para depois: com toda a correria que é cuidar de uma criança, deixar a higiene bucal para depois é um erro. Mesmo que o tempo esteja apertado, faça com que os cuidados com a boca sejam parte do dia a dia desde a chegada do bebê;

  • “deixa, o dente de leite cai”: cai, mas, antes disso, ele precisa ser cuidado. Não tratar problemas na 1ª dentição pode fazer com que a próxima já chegue mais fraca. Por isso, dê atenção aos dentes de leite;

  • mamadas noturnas: elas também contam como alimentação e podem provocar as cáries de peito ou de mamadeira. Por isso, sempre limpe a boca do bebê e escove os dentinhos das crianças após a última mamada;

  • resolver traumas bucais em casa: se a criança cai e bate a boca, é preciso avaliar. Machucar ou quebrar a dentição de leite pode, também, afetar os dentes permanentes, que estão posicionados logo acima dos primeiros.

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