Saúde

3 coisas que você precisa saber para evitar as crises de enxaqueca

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Quando se diz que algo deixa alguém com enxaqueca, o entendimento é de que aquilo causa àquela pessoa uma forte dor de cabeça. Apesar de essa ideia ser correta, o problema vai além disso: essa dor latejante (ou pulsátil), geralmente localizada em um dos lados da cabeça, vem acompanhada de foto ou fonofobia, tonturas, náusea e vômito, durante cerca de 4 até 72 horas.

Mesmo sendo um tipo bem específico de cefaleia (dor de cabeça), ela atinge, conforme estimativas da Organização Mundial da Saúde, 1 em cada 7 adultos, sendo mais frequente em pacientes do gênero feminino (a razão da incidência entre mulheres e homens é de 2 para 1). Assim como acontece com outros distúrbios de dor de cabeça, apenas uma minoria recebe o diagnóstico correto.

Neste texto, vamos falar sobre como evitar as crises de enxaqueca — ou como lidar com elas quando se instalam. Para conseguir fazer isso, entretanto, começaremos explicando outras características da condição e quais são as suas causas. Confira!

1. Aura e pródromo

Além de apresentarem os sintomas descritos acima, enxaquecas podem ser antecedidas por aquilo que os especialistas chamam de aura. Se a aura for do tipo visual, mais comum, logo antes da dor, o indivíduo vê flashes de luz, imagens brilhantes em zigue-zague ou manchas escuras em forma de mosaico. 

Se ela não for visual, pode provocar dormências ou formigamentos, que se localizam em uma parte do corpo ou se espalham por um lado dele. A manifestação da aura pode ou não se manter enquanto a pessoa sente a dor de cabeça. O mais comum, porém, é que ela cesse com o início desse incômodo. 

No entanto, é importante lembrar de que nem todos os que sofrem de enxaqueca apresentam esse sintoma. O mais comum é que a enfermidade não seja antecedida de aura — já aquela que vem acompanhada dessa sensação é considerada o segundo tipo mais comum da doença. Há ainda dois padrões mais raros: o que se resume à manifestação da aura e o que não é caracterizado pela dor de cabeça, mas sim por outros sintomas, como tontura, náusea, vômito etc.

Além da aura, algumas pessoas têm enxaquecas que dão um sinal de que uma crise se aproxima dias antes de ela acontecer. Esse indício, geralmente repetitivo ou sustentado, é chamado de pródromo e pode se manifestar por meio de bocejos constantes, dores persistentes no pescoço ou vontade de comer alimentos ricos em amido. Quando acontece, o pródromo vem antes da aura.

2. Causas e gatilhos

A enxaqueca se inicia quando células nervosas hiperexcitadas reagem a algum estímulo desencadeador (também chamado de “gatilho”), em geral externo. Elas enviam impulsos que provocam a constrição e a dilatação de vasos sanguíneos e a liberação de substâncias como prostaglandinas, serotonina e outras, que são inflamatórias e responsáveis pela dor.

Apesar disso, pouco se conhece sobre as reais causas da condição. Sabe-se que ela está relacionada à genética e às alterações no cérebro. Há diversos possíveis gatilhos — e cada pessoa reage a algo diferente — para que o processo seja iniciado. Contudo, eles não são considerados “causadores” da enxaqueca.

Entre os gatilhos mais comuns, estão:

  • estresse;
  • abuso de medicamentos;
  • esforço físico;
  • alterações na rotina do sono (ter insônia, dormir muito ou pouco);
  • odores, luzes e sons intensos;
  • mudanças bruscas de temperatura e umidade;
  •  jejum prolongado;
  • determinados alimentos e bebidas (entre os mais comuns, vale citar: queijos, frituras, chocolate e vinho);
  • variações hormonais (enxaquecas associadas à menstruação).

3. Tratamento e prevenção de crises

A enxaqueca é considerada uma doença sem cura, por isso, o tratamento é voltado para o controle dos sintomas e a prevenção das crises. Ele provavelmente deverá ser seguido durante toda a vida do paciente e requer uma mudança de hábitos.

Inicialmente, o tratamento é focado em duas ações! 

3.1. Redução dos sintomas

A primeira dessas iniciativas é diminuir os sintomas em caso de crise, o que é feito a partir do uso de medicamentos. Há diversos remédios disponíveis no mercado para esse fim, entre neuromoduladores, betabloqueadores, antidepressivos e antivertiginosos. 

Dependendo do tipo de sintoma que se manifesta durante a crise de enxaqueca, a pessoa pode precisar de vários remédios. Apenas um especialista em cefaleia poderá indicar os mais adequados a cada caso. 

Os medicamentos tendem a fazer efeito apenas se ingeridos no momento certo, ou seja, antes que a dor se desloque do tronco cerebral, onde começa, para o córtex cerebral, aonde ela quer chegar. Como o tempo que a dor demora para “fazer esse caminho” varia de pessoa para pessoa, o ideal é ter o medicamento sempre à mão para tomá-lo logo no início de uma crise.

3.2. Investigação

A segunda ação é investigar, com a ajuda de consultas e exames, quais são os fatores que desencadeiam as crises. Isso porque, uma vez identificados os gatilhos, fica mais fácil evitá-los, para então reduzir as crises de enxaqueca. A partir disso, é preciso avaliar se, para evitar essas questões, algum hábito de vida deverá ser mudado e qual novo costume precisa ser adquirido para que a pessoa viva com menos crises e mais qualidade de vida.

Por vezes, no entanto, essa identificação não é tão simples e pode até não acontecer. Nesses casos, uma opção é fazer um tratamento medicamentoso preventivo, no qual pequenas doses de remédios considerados preventivos são ingeridas diariamente para evitar que a dor se inicie. 

Entre esses medicamentos estão remédios para pressão arterial e epilepsia. Há ainda a possibilidade de aplicar Botox em músculos da região da cabeça e do pescoço, impedindo que a enxaqueca atinja toda a cabeça, e de utilizar uma tiara médica capaz de enviar “sinais inteligentes” que bloqueiam os impulsos nos nervos que transmitem a dor.

Se — ainda assim — a crise chegar, a recomendação é manter-se hidratado e bem alimentado, repousando em um quarto escuro e silencioso. É importante também aprender a identificar quais outros métodos não medicamentosos ajudam a aliviar a dor, como compressas de água quente ou acupuntura (e abusar deles, principalmente nos períodos de crise).

Conforme já destacado, muitas das pessoas que têm crises de enxaquecas não obtêm um diagnóstico correto e, consequentemente, ficam sem o tratamento adequado. Ajude a mudar isso: compartilhe este texto nas redes sociais e faça essas informações chegarem a ainda mais pessoas.

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